Defesa de dissertação de mestrado de Cinthya Luciano Loureiro

Título: Literatura e Política: a dramaturgia shakespeariana e o humanismo na Inglaterra
Data de defesa: 26/08/2019
Horário: 14h
Local: Sala de Seminários, localizada no prédio IC - III, CCHN, Campus Goiabeiras, UFES

Banca Examinadora:  Josemar Machado de Oliveira (Orientador)
Ueber José de Oliveira (Coorientador)
Lavínia Silvares Fiorussi (Examinador Externo - UNIFESP)
Julio Cesar Bentivoglio (Examinador Interno)
Fabio Muruci dos Santos (Examinador Interno)

Resumo: O contexto histórico em que viveu William Shakespeare (1564-1616) foi marcado por mudanças políticas, religiosas e culturais durante os reinados de Elizabeth I (1558- 1603) e Jaime I (1603- 1625). A Inglaterra nesse período ainda mantinha alguns resquícios medievais e caminhava rumo à Modernidade. Essa transição é marcada pelos eventos históricos da Reforma Protestante, o Humanismo Renascentista e o advento da imprensa, responsáveis pelo processo de ruptura com as estruturas medievais. A Reforma Protestante possibilitou a maior autonomia do homem frente às questões espirituais, já que não era mais necessária a intermediação de um membro da Igreja para a comunicação com Deus. Além disso, a Reforma lançou base para o posterior cisma com a Igreja Católica Romana, que ocorreria através do Ato de Supremacia de 1534, no governo de Henrique VIII quando este instituiu a Igreja Nacional Anglicana, o que fortaleceu a monarquia inglesa e, consequentemente, o poder do Rei como chefe de Estado. Essa independência de Roma ocorrida na Inglaterra foi um aspecto marcante quando o assunto é formação de identidade nacional. Outro advento foi o Humanismo renascentista que foi responsável pelo resgate da cultura da Antiguidade Clássica, que por sua vez, também promoveu a valorização do homem como ser criador. Assim, nesse período de transição para a Modernidade, o homem já não era mais visto como uma figura passiva e começava a adquirir o caráter crítico. Dentro desse contexto, a literatura shakespeariana em língua vernácula com sua peculiar linguagem política humanista participa desse momento de formação de identidade nacional por promover a língua inglesa em detrimento do latim, por fazer a defesa do modelo monárquico de governo chefiado por um governante legítimo capaz de manter a ordem pública e por abordar a vidas de reis do antepassado inglês, inclusive do próprio Henrique VIII e Elizabeth I, o que possibilitou a criação da ideia de passado nacional comum tão importante na formatação da identidade.

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