Defesa de dissertação de mestrado de Aline de Freitas Dias

Título: A construção de um personagem político: a trajetória de Roberto Valadão Almokdice (1970 - 1988)
Data de defesa: 10/09/2018
Horário: 10 horas
Local: sala 113 do prédio Bárbara Weinberg, CCHN - UFES

Banca Examinadora: Ueber José de Oliveira (Orientador)
Aldieris Braz Amorim Caprini (Examinador Externo - IFES)
Sebastião Pimentel Franco (Examinador Interno)
Pedro Ernesto Fagundes (Examinador Interno)
 
 
Resumo:
A pesquisa trata da construção do personagem político Roberto Valadão Almokdice, que teve sua trajetória forjada no contexto do Regime Civil-Militar no Brasil (1964-1985). Na década de 1960, Valadão iniciou a participação em discussões políticas, por meio do movimento estudantil, constituindo-se como uma liderança na Casa do Estudante, em Cachoeiro de Itapemirim-ES. Posteriormente, inseriu-se no Movimento Democrático Nacional (MDB). Com a efetivação do golpe civil-militar, em 1964, muitos políticos perderam os seus mandatos, enquanto outros tiveram que se adequar às novas regras impostas pelos governos militares, para não perderem sua carreira na vida pública. A formação política de Valadão constituiu-se de forma combativa e crítica ao ambiente autoritário imposto ao país. Esse personagem político não possuía tradição ou cargo político-partidário anterior ao ano de 1968, ano em que se filiou à agremiação opositora ao regime de exceção, assim caracterizado porque, ao longo das décadas de 1970 e 1980, os governos militares investiam em aparatos repressivos, promovendo a censura e impondo mecanismos de desmobilização das oposições. Nesse período, vigorou no Brasil o sistema bipartidário, composto pelo MDB e pelo partido de apoio ao Regime Civil-Militar, a Arena. Em um cenário marcado pela censura, a oposição competia de modo desleal com a Arena, que contava com muito mais espaço na mídia nacional, sobretudo com espaços em jornais de grande circulação, até pelo fato de os arenistas receberem mais apoio político e financeiro de elites nacionais e regionais. Apesar disso, a oposição encontrava estratégias para mobilizar a opinião pública e constituir um eleitorado capaz de garantir a presença de opositores no governo. Foi nesse cenário que Roberto Valadão constituiu-se como personagem político de grande expressão no município de Cachoeiro de Itapemirim e no Estado do Espírito Santo, sobretudo entre as décadas de 1970 e 1980, quando participou intensamente das disputas eleitorais, destacando-se na atuação legislativa e como prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, além de ter adotado um discurso de defesa da democracia e dos interesses sociais das massas populares. Esse discurso foi estendido posteriormente à sua atuação no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), partido que, desde 2017, retomou a sigla MDB. Como um exemplo de fidelidade partidária, Valadão está filiado ao MDB até os dias atuais.A pesquisa trata da construção do personagem político Roberto Valadão Almokdice, que teve sua trajetória forjada no contexto do Regime Civil-Militar no Brasil (1964-1985). Na década de 1960, Valadão iniciou a participação em discussões políticas, por meio do movimento estudantil, constituindo-se como uma liderança na Casa do Estudante, em Cachoeiro de Itapemirim-ES. Posteriormente, inseriu-se no Movimento Democrático Nacional (MDB). Com a efetivação do golpe civil-militar, em 1964, muitos políticos perderam os seus mandatos, enquanto outros tiveram que se adequar às novas regras impostas pelos governos militares, para não perderem sua carreira na vida pública. A formação política de Valadão constituiu-se de forma combativa e crítica ao ambiente autoritário imposto ao país. Esse personagem político não possuía tradição ou cargo político-partidário anterior ao ano de 1968, ano em que se filiou à agremiação opositora ao regime de exceção, assim caracterizado porque, ao longo das décadas de 1970 e 1980, os governos militares investiam em aparatos repressivos, promovendo a censura e impondo mecanismos de desmobilização das oposições. Nesse período, vigorou no Brasil o sistema bipartidário, composto pelo MDB e pelo partido de apoio ao Regime Civil-Militar, a Arena. Em um cenário marcado pela censura, a oposição competia de modo desleal com a Arena, que contava com muito mais espaço na mídia nacional, sobretudo com espaços em jornais de grande circulação, até pelo fato de os arenistas receberem mais apoio político e financeiro de elites nacionais e regionais. Apesar disso, a oposição encontrava estratégias para mobilizar a opinião pública e constituir um eleitorado capaz de garantir a presença de opositores no governo. Foi nesse cenário que Roberto Valadão constituiu-se como personagem político de grande expressão no município de Cachoeiro de Itapemirim e no Estado do Espírito Santo, sobretudo entre as décadas de 1970 e 1980, quando participou intensamente das disputas eleitorais, destacando-se na atuação legislativa e como prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, além de ter adotado um discurso de defesa da democracia e dos interesses sociais das massas populares. Esse discurso foi estendido posteriormente à sua atuação no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), partido que, desde 2017, retomou a sigla MDB. Como um exemplo de fidelidade partidária, Valadão está filiado ao MDB até os dias atuais.

 

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